Retinopatia Diabética

O que é retinopatia diabética?

O diabetes além de acometer rins, coração, pode também afetar os olhos, principalmente a vascularização da retina, causando Retinopatia Diabética. Trata-se de uma das mais graves doenças da retina e, quando avançada, pode levar à cegueira.

Hemorragias retinianas causadas pela retinopatia diabética | Alterações vasculares da doença

Hemorragias retinianas causadas pela retinopatia diabética                            Alterações vasculares da doença

 

Quem pode ter retinopatia diabética?

A associação americana de oftalmologia preconiza que todo diabético realize pelo menos uma vez por ano uma consulta com um retinólogo. Quanto pior o controle da glicemia, maior a chance de desenvolver a doença grave. Por isso, todo diabético deve fazer adequadamente o tratamento baseado no tripé: dieta, exercício e controle glicêmico rígido, mantendo a hemoglobina glicada próxima a 6%. As estatísticas mostram que mais que 50% dos pacientes com 15 anos de diabetes têm algum grau de retinopatia diabética. Pacientes que usam insulina e/ou têm pressão alta podem desenvolver a doença mais precoce e mais gravemente.

Como prevenir a retinopatia diabética?

O controle da glicose é o fator mais importante na prevenção da doença. Todo diabético deve visitar seu oftalmologista retinólogo pelo menos uma1 vez por ano. Desta forma, o médico pode controlar a doença na retina nas fases iniciais, evitando que ocorra perda visual importante e até a cegueira.

Quais são os sintomas?

Infelizmente os sintomas só aparecem nas fases graves da doença e muitos perdem a oportunidade de controlá-la nas fases iniciais. Daí a importância do controle de rotina anual com o especialista em retina. Os sintomas são basicamente embaçamento/turvação visual. Importante lembrar que às vezes a visão permanece boa mesmo com a doença avançada na retina, sendo este mais um motivo para o controle anual.

Diferença de visão entre uma pessoa normal e outra com retinopatia diabética

Diferença de visão entre uma pessoa normal e outra com retinopatia diabética

Quais exames são importantes na avaliação da Retinoplastia Diabética?

O exame mais importante é o mapeamento de retina (fundo de olho), já que o médico consegue examinar toda a retina de forma direta. Muitas vezes são necessários exames complementares como a tomografia da retina (OCT)  e a angiografia retiniana com contraste venoso.

Tratamento

A retinopatia diabética tem vários estágios que vão da doença leve até a mais grave, quando há descolamento de retina pela diabetes. As formas mais leves requerem apenas acompanhamento clínico anual. As formas mais graves necessitam de tratamento com laser de fotocoagulação retiniana, que é feito em mais ou menos 4-5/sessões de laser por olho.

 

Quando há descolamento de retina e hemorragia no gel vítreo se faz necessário o tratamento cirúrgico.

Hemorragia no gel vítreo

Hemorragia no gel vítreo

Há ainda o acometimento da mácula, onde ocorre edema (inchaço) desta importante estrutura, responsável pela visão central. Esta forma é a que mais comumente prejudica a visão dos pacientes e o tratamento é feito com injecões intra-oculares e/ou laser. As injecões podem ser de anti-angiogênicos (LUCENTIS ou AVASTIN) ou de corticóide. Normalmente, estas injeções são feitas mensalmente, até o controle do edema. Laser de fotocoagulação retiniana também pode ajudar no tratamento do edema de mácula.

À esquerda, mácula e tomografia normais. À direita, edema (inchaço) da mácula

À esquerda, mácula e tomografia normais. À direita, edema (inchaço) da mácula

Injeção intra-ocular

Injeção intra-ocular

Vídeo educacional: